Ardeu a padaria

o meu caderno de receitas

14.7.09

Febras com presunto

A culpa deve ser do calor que tem apertado. Isso e o apelo da praia, que condiciona as ementas e as vontades culinárias. Mas apesar de tudo, tenho cozinhado e até fiz algumas coisas que se podem contar como é o caso das febras que se seguem.
Pedi no talho umas febras de porco, finas e direitas para depois não ter muito trabalho quando as fosse preparar. Como as febras se destinavam a ser fritas aos pares com uma fatia de presunto no meio, comecei por as bater com o martelo da carne para que ficassem mais finas. Depois fiz os pares com o presunto no meio e fechei com 2 palitos.
Fiz uma massa para barrar a carne, com 3 dentes de alho, 2 colheres de sopa de azeite, sal e oregãos, e usei aproximadamente 1 colher de chá para cada lado das febras. Dewpois foi só fritar em azeite até estarem bem alouradas.
Para acompanhar fiz um molho de tomate muito simples - 1 cebola, 1 dente de alho, 1 folha de louro, 1 lata de tomate pelado, metade dessa lata com água, oregãos, sal e açúcar. Neste molho deitei massa de cotovelos e tanto a carne como a massa fizeram sucesso à mesa.

6.7.09

A porta do St. John Bread and Wine

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5.7.09

Sumac e za'atar

Trouxe de Londres alguns ingredientes culinários, incluindo água de rosas, masala com especiarias inteiras(para os birianis por exemplo), za'atar e sumac.
Os 2 últimos deram trabalho a encontrar e por cá nunca os tinha visto. O sumac tenho usado nas saladas de tomate, temperadas com oregãos, sal, azeite e salpicadas com o sumac que lhe dá um ligeiro mas interessante toque ácido. Hoje experimentei o za'atar para temperar feijão verde cozido e gostei.
O sumac é uma baga, que é seca e depois reduzida a pó, sendo usado por todo o médio oriente, inclusive na mistura de tomilho e sésamo, que leva o nome za'atar. Este usa-se para temeprar grelhados, legumes ou para barrar no pão antes de o levar ao forno. Normalmente o za'atar mistura-se com azeite antes de se usar.
O meu feijão verde cozido, foi assim temperado:
1 colher de sopa de za'atar
2 colheres de sopa de azeite
sumo de meio limão
sal
e comi-o como acompanhamento para ovas grelhadas, que são primeiro cozidas, depois grelhadas com um pouco de sal grosso e temperadas com azeite e o sumo da outra metade do limão.

2.7.09

As comidas em Londres.

No meu fim de semana londrino fui finalmente ao Tayyabs. Já numa outra ocasião tinha tentado ir lá mas não conseguira dar com o sítio, quando afinal não custa nada.
Pode-se descer a Brick Lane até chegar à Whitechapel Road, atravessar para o outro lado e andar até Plumbers Row. Estando aí vê-se a Fieldgate que vai para a esquerda . O Tayyabs é aí mas antes dele está um restaurante turco do qual fiquei fâ. O Maedah.
No Tayyabs, com mesa atempadamente reservada pela Miss Spring, organizadora dessa tarde e noite, estariam perto de quinhentas mil pessoas, a falar, algumas a comer outras à espera, mas tudo na santa harmonia de comer bem. Comi o melhor Seekh Kebab (uma espetada feita com carne de borrego picada e especiarias)da minha carreira, umas belas costeletas de borrego e um frango de tandoori, tudo suculente e a milhas de qualquer coisa semelhante que se coma por aqui.
Carninhas, arroz pilau, salada e o inevitável nan. Um pitéu que nos deixou sem poder comer mais, embora à nossa volta houvesse gente a comer muito. Acabei com um geladito – kulfi – que é especialidade da casa. Comi o de pistachio e adorei. Hei-de voltar como é óbvio.
No dia seguinte fui testar o referido Maedah que é turco, com uma ementa diferente mas com alguns pontos de contacto, como é o caso do kebab que eu comi e que aqui se chama beyti lamb e é servido com salada e arroz. Talvez o kebab do Tayyabs seja melhor, mas este também é muito bom.
Comecei por pedir caçik. Iogurte, pepino e menta, aos quais se junta o azeite para fazer uma entrada refrescante que se come com o excelente pão turco e que se pode continuar a comer com a carne como eu fiz.
Gostei imenso duma tigela com iogurte que me ofereceram, aquela mistura que nos indianos sabe a pasta dos dentes mas aqui é muuuuuito boa(acho que lhe juntam tomilho). O Maedah também é para voltar pois tem tantas coisas que me despertam a curiosidade que se vai tornar obrigatório a partir daqui. Para a póxima exeperimento uma daquelas pizas apesar do lamentável nome - pide
Ainda dei uma saltada ao St. John para um almoço light. Uma fatia de morcela(blood cake) com um ovo de pato estrelado e depois uns mexilhões pequenos mas saborosos.
Belo almoço.
Da semana em Winchester pouco há a referir, para além dum pub muito bom, com jardim e boa comida. O King Alfred. Pena que as last orders sejam às 22:55

27.6.09

Londres a acabar

Ainda estou em Londres, mas volto amanhã.
Finalmente fui jantar ao muito desejado(por mim) Tayaabs, mas no dia seguinte voltei à mesma rua para comer no restaurante mesmo em frente ao London Muslim Center, o Maedah um restaurante turco que me foi "apontado" pela Miss Spring como sítio a testar.
Essa e outras refeições serão assunto do próximo texto. Este é só para dizer que estou de regresso.

23.6.09

Ervas (nada) daninhas

As ervas daninhas num texto fantástico que encontrei na Oficina a Vapôr, encaminhado pelo Mesa Marcada
Obrigado aos dois por um belo momento de leitura, passado numa sala linda desta Hursley House onde estou agora, e de cujas janelas se avista relva verde e um bosque ainda mais verde.
Está mesmo na altura de actualizar os meus links. Mas antes tenho de ir trabalhar

22.6.09

Sopa de grão para a Ana Vieira

E para continuar o ciclo das sopas frias, aqui fica a última que fiz antes de vir para Inglaterra e que foi muito apreciada em casa.
Pode ser descrita numa frase. Hummus com água gelada.
Na verdade limitei-me a preparar um hummus, com uma lata de grão escorrida, um dente de alho, uma colher de café com cominhos moídos, uma colher de café com pimentão, sumo de 1 limão, 3 colheres de sopa de azeite e um pouco de sal. Tudo isto foi batido no copo misturador, enquanto juntava a água gelada(0,5l) aos poucos.
A partir daqui é um pouco a gosto, mais água, mais azeite, mais sal como cada um entender. A sopa ficou muito macia, e com um sabor suave embora se notassem todos os elementos que compõem uma receita normal de hummus.
Esta sopa, cuja receita registo no dia em que foi posto à venda o novo disco do Rodrigo, dedico-a à Ana Vieira, a fantástica cantora que já me fez chorar mais que uma vez ao ouvir a versão antiga do agora famoso "vida tão estranha". A razão de ser desta dedicatória é, para além de gostar muito da Ana, ter-me lembrado que ela já provou hummus feito por mim e gostou, como acredito que gostará desta versão líquida, mais ligeira e refrescante.